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Logotipo da Biblioteca Geraldo Irenêo Joffily
Logotipo da Biblioteca Geraldo Irenêo Joffily

Os livros são ordenados nas estantes por assunto, segundo a Classificação Decimal Universal - CDU e a tabela de Cutter-Sanborn. Utiliza-se, o Código de Catalogação Anglo-Americano - AACR2 para a catalogação das obras. Os periódicos estão organizados nas estantes em ordem alfabética de títulos. Nosso acervo é composto por aproximadamente 6.500 monografias cadastradas em Base de Dados e 100 títulos de periódicos, além de Obras de Referência, Monografias e DVDs e CD-Roms. A Coleção Especial compreende títulos publicados pelo Desembargador Geraldo Irenêo Joffily doados à Biblioteca.

O Magistrado nasceu em 1914 em João Pessoa, Paraíba. Filho do Desembargador Irenêo Joffily e de Sara Barreto Joffily, casou-se com Christina Rose Marie Dufour Fischer. Em 1934, bacharelou-se pela faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro. Destacam-se inúmeros acontecimentos que marcaram sua vida. Em 1938, refugiou-se no então território do Acre escapando da repressão do Estado Novo.

Combateu a corrupção, julgando Mandado de Segurança contra nomeações na denominada Gaiola de Ouro (Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro), e a discriminação racial, pois foi o primeiro juiz a aplicar a lei Afonso Arinos.

Em 1960, assumiu o cargo de Juiz Eleitoral, ficando responsável pela primeira eleição realizada em Brasília. Nessa época, reclamou o voto para a capital da república asseverando: uma cidade sem eleitores, ou é um acampamento militar ou uma aldeia de índios.

Novamente perseguido politicamente teve sua casa ocupada por policiais em 1964, ficando preso por 15 dias e sendo colocado em disponibilidade em outubro do mesmo ano.

Ficou no ostracismo da magistratura por 15 anos, sendo em 1979 anistiado. Durante este período, dedicou-se a estudos literários e pesquisas históricas, publicando as obras: Atividades de um juiz, Zorobabé, Um cronista do sertão no século passado, L'inscription phénicienne de Parahyba, un document apocryphe, A morte da cobra mãe do rio, O juiz na revolta da chibata, Brasília e sua ideologia, Quebra-quilo, a revolta dos matutos contra os doutores, A atuação de João Pessoa como magistrado, O encontro de Euclides da Cunha com Plácido de Castro e o Movimento Tenentista (1922-1924) e o Supremo Tribunal Militar.

Em 1981, foi promovido a Desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios e, em 16 de maio de 1984, tomou posse como Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, ficando no cargo até 25 de julho do mesmo ano, quando se aposentou. faleceu em 1985.

O lado humanista e o alto grau de intelectualidade do pretor também foram reconhecidos pelo prefeito do Rio de Janeiro, Saturnino Braga, ao dar o nome de Geraldo Irenêo Joffily a uma pequena rua do Recreio dos Bandeirantes.

 

12/12/1973: Inauguração pelo Excelentíssimo Desembargador Lúcio Batista Arantes. Instalação: Palácio da Justiça, 4º andar e posteriormente, o subsolo. Denominação: Serviço de Documentação, Jurisprudência e Informática subordinado à Subsecretaria Judiciária da Secretaria de Coordenação Eleitoral. Acervo inicial: cerca de 500 obras especializadas.

25/05/1994: Reestruturação organizacional. Lei nº 8.868, de 14 de abril de 1994 Resolução nº 1794, de 25 de maio de 1994 Instalação: Palácio do Desenvolvimento, 4º andar e posteriormente, no mezanino.Denominação: Seção de Biblioteca e Editoração, subordinada à Coordenadoria de Jurisprudência e Documentação da Secretaria Judiciária.

18/06/1997: Passa para o âmbito organizacional da Diretoria-Geral pela Resolução/TRE nº 2.515 na gestão do Excelentíssimo Desembargador Edmundo Minervino Dias.

18/04/2001: Inauguração de sua nova sede pelo Excelentíssimo Desembargador José Jerônimo Bezerra de Sousa. Instalação: 1º Subsolo do Edifício Sede, numa área de 107 metros quadrados. Denominação: Biblioteca Desembargador Geraldo Irenêo Jofilly, acolhida em Sessão Administrativa de 1º de março de 2000.

14/03/2003: Inauguração das novas instalações pelo Excelentíssimo Desembargador Lécio Resende da Silva. Ampliação do espaço da Biblioteca para 343 metros quadrados. Ampliação do acervo de 1.200 para 6.000 publicações.

 20/04/2012: Ampliação do edificio sede do TREDF, como a instalação da Biblioteca no térreo do edifício anexo, na gestão do Excelentíssimo Desembargador João de Assis Mariosi.