Deputada participa de live do TRE-DF sobre participação feminina na Política

Confira os principais pontos abordados e acesse o link da transmissão.

TRE-DF apresenta live sobre participação feminina na Política

Na noite de ontem (3), a Deputada Distrital Júlia Lucy participou da quarta edição de uma série de lives promovidas pela Comissão de Participação Institucional Feminina da Justiça Eleitoral do Distrito Federal (CPIF) e pela Escola Judiciária Eleitoral Rui Barbosa (EJE-DF), com o objetivo de promover a democracia além do voto. Entre as autoridades que acompanharam a transmissão estiveram o Desembargador Eleitoral Bruno Martins e o Presidente do Colégio Permanente de Juristas da Justiça Eleitoral (COPEJE), o ex-desembargador eleitoral Telson Ferreira.
Na ocasião, a jornalista e membro da CPIF, Karen Fontenele, iniciou a entrevista destacando que a parlamentar conseguiu se eleger na primeira vez em que concorreu, gastando menos de 30 mil em sua campanha eleitoral, em um cenário em que usualmente se gasta milhões. Então, pediu para que a deputada desse dicas àqueles que desejam concorrer e não possuem recursos: “Quando decidi ser candidata,  resolvi ser a melhor possível. Então isso significou duas coisas: que eu queria que as pessoas escolhessem votar em mim porque eu era a melhor opção (Eu tenho muito orgulho de ser uma mulher eleita, mas eu não gostaria que votassem em mim apenas por eu ser uma mulher). E, segundo, que ser a melhor candidata significava que eu ia trabalhar mais que todo mundo, que eu teria a melhor estratégia. E posso dizer que trabalhei o máximo que pude e utilizei todos os recursos que estavam à minha disposição. Ultrapassei o meu limite físico, emocional, espiritual, intelectual muitas vezes. O compromisso que assumi comigo foi o de chegar viva até as eleições. E eu queria chegar viva e forte para mostrar que uma mulher pode, sim, ser competitiva. Então a dica é: não tenha preguiça. Quem tem preguiça não pode ser candidato.”
Sobre seu posicionamento contrário às cotas de gênero para mulheres na política devido ao número de candidaturas-laranja decorrentes desse processo, a parlamentar falou sobre o que acredita que pode ser feito para mudar esse cenário: “Em primeiro lugar, nós precisamos falar sobre política nas escolas, popularizar esse conceito. Uma coisa que eu escutava todos os dias na minha campanha, ao abordar alguma mulher para pedir voto, era: ‘não discute política comigo, porque, na minha casa, quem sabe de política é o meu marido’. E eu nunca escutei a mesma frase proferida por um homem. Então a política é uma atividade externa, que não é ensinada para as nossas meninas e que é um ambiente para elas estarem também. Existe uma diferença muito clara de socialização de meninas e meninos.” E concluiu: “A cota está alimentando a figura da mulher-laranja. Não inspira. A inspiração é que vai promover essa mudança. É mostrarmos exemplos. Uma coisa que eu também acho que atrapalha é que os exemplos que nós tivemos de mulheres na política brasileira, de mulheres muito ‘esquerda’, de uma defesa muito radical. Então há muitas mulheres que acreditam que estar na política é ser extremista, é ser contra os homens. A comunicação do feminismo extremo afastou a entrada de novas mulheres.”
Sobre os desafios de ser mulher em um ambiente extremamente marcado pelo machismo, a parlamentar destacou: “O que eu posso fazer é mostrar que a mulher tem força. É não aceitar que a mulher passe por humilhação, porque eu não aceitei. E, nas situações que passei aqui na Câmara, eu não deixei passar barato. Teve um dia que foi cortado meu microfone e eu estava na minha sala (estamos fazendo sessões remotas, mas eu fico na minha sala aqui na CLDF), e o presidente estava no plenário. E, na hora que cortou meu microfone, eu desci imediatamente, gritei, pus o dedo na cara dele, e falei: ‘você nunca mais corte meu microfone’. Então eu contesto, não deixo passar. E se precisar constranger em público quem faz isso comigo, eu vou fazer.”
Para assistir à íntegra da live, clique aqui.

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